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Economia forte e diversificada

Pará: Maior Mercado do Norte e Porta de Entrada para a Amazônia

O Estado do Pará destaca-se no contexto nacional por ter uma economia forte, diversificada e multisetorial, ocupando as primeiras posições na produção de vários setores. O Produto Interno Bruto (PIB) do Pará, em 2016, foi de R$ 138 bilhões, crescendo nominalmente 5,48%, resultado do Valor Adicionado (VA), que chegou a R$ 124 bilhões e variou 5,47% em relação ao ano anterior. O Pará é a 12ª maior economia do Brasil ao contribuir com 2,2% do PIB nacional e com 43,5% do PIB da Região Norte. Com esses resultados, a economia paraense se distingue como o maior mercado consumidor e a maior economia da Amazônia e da região norte do Brasil.

A economia paraense é concentrada nas áreas da indústria, agropecuária e comércio e serviços. Ao analisar a participação dos setores econômicos em 2016, em relação ao ano anterior, o setor agropecuário contribuiu com R$ 17,168 bilhões, ou 13,8% do valor adicionado à economia no ano. Essa participação foi a maior registrada na série 2010-2016, tendo uma variação nominal de 18,4%, a maior entre os três setores. A indústria adicionou à economia R$ 31,520 bilhões, contribuindo com 25,3% à economia. Frisa-se que o segmento industrial paraense está em pelo processo de expansão, modernização e diversificado e, segundo a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas – Fapespa, a indústria em geral cresceu 8,16% no ano de 2018 enquanto que a indústria extrativa obteve um crescimento de 11,08%. Os serviços representaram 61% do VA estadual com R$ 76 bilhões em 2016, o maior percentual da série com uma variação percentual de 7,75%.

Nos últimos 10 anos, o mercado de trabalho formal no Pará cresce a 3,5% ao ano e, em 2018, o Pará teve um saldo positivo de vínculos de trabalho formal de 15.286 e a projeção para 2019 da Fapespa é que o Estado tenha um incremento desse valor e fique em torno de 18.000 vínculos formais.

Além da dinâmica e pulsante economia interna, a robustez do comércio exterior paraense é também um atrativo para novos investimentos e faz com que o Pará seja novamente destaque nacional. Em 2018, o Pará teve o 3º maior saldo comercial do Brasil, com um superávit de US$ 14,39 bilhões. No mesmo ano, as exportações cresceram em 7,5% e chegaram ao valor de US$ 15.57 bilhões, respondendo por 6,5% das exportações nacionais sendo o 7° no ranking das Unidades da Federação (UFs). Dentre os municípios paraenses que mais exportam, Parauapebas destaca-se nacionalmente por ser o 3° maior município exportador do Brasil (Tabela I). Os dados são do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC-2019).

Tabela I: Maiores Municípios Exportadores do Pará - 2018

Fonte: MDIC: Municípios, 2019. Elaboração: InvestPará, 2019

Em 2018, os minerais representaram 87,80% de tudo o que é exportado no Pará (Tabela II). Ao todo, foram US$ 13.704.091 bilhões em produtos exportados, com destaque para o minério de ferro que teve um crescimento de 18,20%, tendo como principal destino a China. A relevância do setor se deve muito pelo fato do Pará ser a maior província mineral do mundo. Conheça mais sobre a cadeia em: Verticalização Mineral

Tabela II: Principais Produtos Paraenses - Valor das Exportações - 2018

Fonte: Comexstat, 2019. Elaboração: InvestPará, 2019

Embora os principais produtos exportados sejam do setor mineral, múltiplos setores produtivos têm ganhado espaço na pauta exportadora, através da verticalização e da agregação de valor à produção. Primeiro, a exportação de madeira deve ser destacada, com um volume de US$ 253 milhões e uma variação positiva de 40,99% em relação à 2017, mantendo como principal comprador os Estados Unidos. O setor do agronegócio vem ganhando cada vez mais espaço no Pará e, em 2018, teve uma variação positiva de 30,68% em relação ao ano anterior. Outro dado importante é que a castanha-do-pará foi o produto que teve a maior variação de crescimento no ano, chegando a uma variação positiva de mais de mil por cento. Vale destacar também a produção e industrialização do Cacau, Açaí, Dendê, Pecuária, Aquicultura, Biodiversidade, Floresta Plantada, entre outros, está tornando a economia do Pará cada vez mais diversificada, inovadora e competitiva.

A Ásia (excluindo o Oriente Médio), liderada pela China, foi o principal comprador dos produtos exportados pelo Pará, representando aproximadamente 65,33% do total de exportações paraenses, seguido pela União Europeia (EU), com aprox. 20%. Em 2018, os países que mais importaram produtos paraenses foram: China (aprox. 50% do volume total), Malásia, Japão, Alemanha, Coreia do Sul, Canadá, Estados Unidos da América (EUA), Países Baixos (Holanda), Filipinas e Noruega.

Na pauta importadora, os maiores parceiros comerciais do estado são os países membros do USMCA, antiga NAFTA (38,07%), e União Europeia (20,51%), correspondendo a aprox. 59% de todas as importações. Em termos específicos, o Pará teve os EUA como a principal origem de suas importações (36% do volume total), seguindo pela China, Alemanha, Colômbia, Argentina, Espanha, Rússia, Chile, Itália e França, somando um total de 82,05% das importações.


Competitividade, Solidez Fiscal, Segurança Jurídica e Investimentos

Em 2018, o Estado do Pará passou a ocupar o 1° lugar no Ranking Nacional de Competitividade dos Estados no indicador Potencial de Mercado em Expansão, composto pelas variáveis crescimento potencial da força de trabalho, tamanho de mercado e taxa de crescimento.

Ainda segundo esse ranking, o Pará ocupa o 4° lugar em Solidez Fiscal, que inclui indicadores de Autonomia Fiscal, Capacidade de Investimento, Resultado Nominal, Resultado Primário, Solvência Fiscal e Sucesso da Execução Orçamentária. Da mesma forma, o Estado ocupa o 7° lugar no quesito Eficiência da Máquina Pública.

De acordo com o fDi Amercian Cities of the Future 2017/18, a capital do Pará, Belém, ficou no 6° lugar entre as Principais Cidades Latino Ameircanas em Eficiência de Custos.

Para o Tesouro Nacional, por meio da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o Pará é o estado menos endividado do País e, em 2018, obteve nota 'B' para situação fiscal do estado, juntamente com mais 11 estados. A nota representa uma avaliação do equilíbrio das contas econômico-financeiras públicas. O Pará apresenta um dos menores riscos fiscais entre todos os 27 estados da federação. Há segurança jurídica e credibilidade institucional, com linhas de créditos privilegiadas através do Banco da Amazônia, Banpará, SUDAM e do BNDES/Fundo Amazônia, inclusive para a verticalização da produção em diversos setores, como de embalagens, mineral, alimentício e biocombustível, entre outros segmentos.

A previsão de investimentos para o Pará no período 2019-2030 está na faixa de R$ 127 bilhões, principalmente impulsionados por grandes projetos dentre os quais citamos: Ferrrovia Paraense e Ferrogrão, Derrocamento do Pedral de Lourenço, Serviço de Cabotagem Interregional no Planalto das Guianas e Zona de Processamento de Exportação de Barcarena.

Gráfico 1 – Divisão dos investimentos por região

Fonte: FIEPA, SEDEME, Valor Econômico, site das empresas. Elaboração: Redes-Fiepa

Tabela III – Investimentos por segmento econômico

Fonte: FIEPA, SEICOM, Valor Econômico, site das empresas. Elaboração: Redes-Fiepa

Estima-se que o crescimento do PIB paraense, no ano de 2019, seja de 3% (Fapespa, 2019), um pouco superior ao avanço de 2,7% em 2018. O Estado do Pará é um dos mais importantes alicerces de desenvolvimento econômico e sustentável da região norte do País e da Amazônia. Os últimos anos têm demonstrado a consistência do crescimento econômico enraizado na ativa interação da produção doméstica com o mercado internacional, bem como no pujante mercado interno que conta com diversas oportunidades multisetoriais, seja em atividades industriais, serviços, inovação e biodiversidade. O conjunto de fatores favoráveis do Pará apresentado nessa página, além da privilegiada localização e logística, faz do Estado um ambiente extremamente propício para todo tipo de investimento.


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