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Embaixador do Japão visita o Pará e discute novas parcerias

As relações comerciais e culturais entre o Pará e o Japão, além da possibilidade de novos investimentos em áreas estratégicas como infraestrutura viária, saúde e educação estiveram em pauta durante encontro entre o novo Embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada (d), e o governador Simão Jatene (e). A reunião ocorreu na tarde desta segunda-feira (28), no Palácio do Governo, em Belém. O representante do governo japonês e comitiva vieram ao Estado para uma série de visitas aos empreendimentos e comunidades Nikkeis em função dos 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil. “Viemos agradecer a parceria e a relação do Pará com toda a comunidade japonesa que aqui reside. São pessoas que contribuíram e que continuam trabalhando para o desenvolvimento do Estado”, afirmou o embaixador Akira Yamada.
FOTO: ANTÔNIO SILVA / AG. PARÁ
DATA: 28.05.2018
BELÉM - PARÁ

As relações comerciais e culturais entre o Pará e o Japão, além da possibilidade de novos investimentos em áreas estratégicas como infraestrutura viária, saúde e educação estiveram em pauta durante encontro entre o novo Embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada, e o governador Simão Jatene. A reunião ocorreu na tarde desta segunda-feira (28), no Palácio do Governo, em Belém.

O representante do governo japonês e comitiva vieram ao Estado para uma série de visitas aos empreendimentos e comunidades Nikkeis em função dos 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil. “Viemos agradecer a parceria e a relação do Pará com toda a comunidade japonesa que aqui reside. São pessoas que contribuíram e que continuam trabalhando para o desenvolvimento do Estado”, afirmou o embaixador Akira Yamada.

Na oportunidade também foi adiantado ao governador alguns detalhes da programação comemorativa, no mês de julho, em São Paulo, entre elas vinda da princesa Mako de Akishino, indicada para representar a família real nas comemorações no Brasil. Mako é filha mais velha do príncipe japonês Akishino e sua esposa, a princesa Kiko, que visitou o Pará em novembro de 2015.

As comemorações também se estendem ao Pará. Em 2019, a comunidade completa 90 anos de imigração japonesa na Amazônia. “Estamos organizando uma bonita programação, que em breve será oficialmente divulgada, para celebrar esta importante data que marca o crescimento de um povo que abraçou esse Estado”, destacou o presidente da Associação Pan Amazônia Nipo-Brasileira, Yuji Ikuta. Atualmente, o Pará abriga a terceira maior colônia japonesa do Brasil, tendo no município de Tomé-Açu o maior número de representantes.

“São 90 anos construindo uma história que queremos cada vez mais solidificar. Entendemos a importância dessas parcerias e projetos para o desenvolvimento de nossa comunidade no Estado e na Amazônia e queremos compartilhar dessas experiências. Unindo forças todos temos a ganhar”, complementou o embaixador Akira Yamada.

Parcerias – Além da cultura e tradições, as relações comerciais entre o Pará e o Japão se estreitam ainda mais no que diz respeito ao agronegócio, com destaque para a fruticultura. No município de Tomé-Açu, no nordeste paraense, por exemplo, há o cultivo de cacau, cupuaçu, açaí, entre outras frutas. Os derivados desses produtos, inclusive, já circulam no mercado japonês.

“O Estado tem uma relação muito próxima e produtiva com o Japão. A história do Estado e o seu desenvolvimento contam com as mãos de muitos imigrantes e seus descendentes. A agricultura, por exemplo, foi uma área que ganhou um novo impulso com a chegada dos japoneses e seus sistemas agroflorestais. O agradecimento é recíproco”, afirmou o governador Simão Jatene.

No quesito infraestrutura, entre os projetos desenvolvidos no Pará que contam com a parceria do governo japonês, por meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), está o BRT Metropolitano na rodovia BR-316 até o município de Marituba. A empresa que atua no estado há quase 30 anos é responsável pelo planejamento e financiamento do projeto Ação Metrópole. O projeto está em fase final de trâmites de licitação. Tão logo sejam encerrados, o governo do Estado começará os trabalhos. O projeto representa um investimento de R$ 525 milhões, e faz parte de um sistema de mobilidade urbana que funcionará integrado a outros projetos executados pelo governo estadual.

O grupo também apresentou a proposta para fazer de Tomé-Açu, um modelo de cidade japonesa fora do Japão, com educação, saúde e infraestrutura nos moldes orientais adaptados para a região amazônica. O governador elogiou a iniciativa e sinalizou positivamente para colocar o projeto em prática. A equipe de trabalho contará com representantes da comunidade japonesa e Governo do Estado.

“Essa parceria é muito importante, inclusive nos últimos três anos 15 servidores foram para o Japão como bolsistas da Jica para participar de cursos. Então vamos unir essas pessoas em uma grande equipe que trabalhará interdisciplinarmente em várias áreas como turismo, infraestrutura, desenvolvimento rural, obras e finanças. Essa ação conjunta será fundamental para colocar esse projeto em prática, podendo até ser replicado em outros municípios”, destacou Larissa Steiner Chermont, da Coordenadoria de Relações Internacionais do Governo do Pará. A articulação dessas capacitações é realizada pelo Cori.

Também participaram do encontro o Cônsul-Principal do Consulado do Japão em Belém, Keiji Hamada; o representante chefe da JICA Brasília, Akio Saito; o presidente da Associação Pan Amazônia Nipo-Brasileira, Yuji Ikuta; o presidente da Câmara do Comércio e Indústria Nipo-Brasileira do Pará, Fernando Yamada; o presidente da Beneficência Nipo-Brasileira da Amazônia, Gilberto Yamamoto; o presidente da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu, Alberto Kei-Ti Oppata; o presidente da Associação Cultural Nipo-Brasileira de Castanhal, Guilherme Saito; o presidente da Associação Cultural Nipo-Brasileira de Santa Izabel e Santo Antônio do Tauá, Gilmar Guimarães, entre outros representantes da comunidade, além do secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará, Eduardo Leão e do o diretor geral do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), Cesar Meira.

Por Lidiane Sousa