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Localização e Logística Estratégica

Pará: do coração da Amazônia para o Mundo

Situado ao norte do Brasil, na porta de entrada para a região Amazônica, o Pará é o segundo maior Estado do País com uma área de 1,24 milhões de km², ocupando 14,6% do território brasileiro, sendo maior que o Reino Unido, França, Alemanha e Portugal juntos.

O Pará tem localização geográfica privilegiada por conta de sua proximidade com os mercados do Caribe, Estados Unidos, Europa e Ásia, que podem ser facilmente acessados via marítima, apresentando um transit time bastante competitivo, especialmente pela proximidade com o Canal do Panamá (acesso direto ao mercado dinâmico do leste asiático) e pelo projeto do Posto de Inspeção Fronteiriço – PIF, a ser instalado no porto Dégrad des Cannes, na Guiana Francesa, sendo que, com o Serviço de Cabotagem Interregional no Planalto das Guianas, o Pará terá acesso a produtos do mercado europeu e poderá alfandegar seus produtos em tempo recorde e a menos da metade dos custos.

O aproveitamento do posicionamento geográfico previlegiado do Pará inicia-se com o Complexo Portuário de Vila do Conde, localizado no município de Barcarena, que é o maior porto do Estado e referência na região norte do Brasil.

O Porto de Vila do Conde, associado ao sistema de circulação regional, como a Alça Viária, as eclusas de Tucuruí e a Hidrovia Araguaia-Tocantins e a futura Ferrovia Paraense; é o ponto de encontro do eixo modal de infraestrutura porto-rodovia que colocam o Distrito Industrial de Barcarena e a ZPE Barcarena no centro geométrico da produção industrial e movimentação de carga de todo o Estado do Pará para os mercados internacionais.

Transit time competitivo no comércio do Pará para o mundo. Tabela Divulgação. Elaboração: InvestPará

Essa conjuntura estratégica tem se mostrado um importante diferencial competitivo nacional ao passo que o Pará foi escolhido para ser a nova rota de escoamento de produtos brasileiros, em especial agropecuários e semimanufaturados, para o mundo, principalmente os oriundos do centro-oeste do Brasil.

Há também vantagens nas operações logísticas nacionais e internacionais via aérea, a partir do Aeroporto Internacional de Val-de-Cans, localizado na Região Metropolitana de Belém. O aeroporto é uma das principais rotas de entrada para turistas e investidores na Amazônia. É a partir da capital paraense que saem voos internacionais para Lisboa, Miami, Fort Lauderdale, Caiena e Paramaribo, além dos voos nacionais que conectam o Pará para os maiores hubs de integração do País. O Estado também possui mais de 34 aeroportos que atendem toda a região interior do Estado e, sobretudo, os grandes projetos implantados no Estado, a exemplo dos aeroportos de Altamira, Breves, Carajás, Marabá, Paragominas, Santarém, entre outros.


Logística Multimodal do Estado do Pará

Hidrovias

O Pará tem o maior potencial hidroviário da região norte do Brasil, 62% do total de agua doce da Amazônia; 3,2% da água do planeta e 40% do estoque nacional, além de 20 mil km de vias navegáveis, em que é possível desenvolver a navegação interna através de cinco hidrovias: Madeira-Amazonas, Tocantins-Araguaia, Teles Pires-Tapajós, Capim-Guamá e Hidrovia do Xingu. Além disso, 25% de todo o potencial hidrelétrico brasileiro está em território paraense, dos quais 85% ainda podem ser explorados. As hidrelétricas já instaladas e em funcionamento – de Belo Monte e de Tucuruí – somam mais de 19 mil MW e estão entre os maiores do mundo.

Rodovias

O Estado possui extensa malha rodoviária, de boa qualidade, que liga a Amazônia ao restante do Brasil, onde se destacam dois corredores principais: BR – 163 (Cuiabá – Santarém), BR – 010 e BR – 158, que atravessa sete estados, ligando a região norte ao sul do País. O Governo do Pará tem investido muito na restauração, pavimentação e conservação das rodovias estaduais, além da construção e reforma de pontes, localizadas estrategicamente em diversas regiões de integração.

Ferrovias

A malha ferroviária do Pará está no seu momento de maior expansão. O projeto da Ferrovia Paraense está em vias de ser implantado, com uma previsão de R$ 14 bilhões em investimentos e é considerado vital para o fortalecimento das cadeias produtivas paraenses, sobretudo na logística de escoamento da produção das cadeias de grãos e minérios no Pará, diminuindo o custo da produção e propiciando maior e melhor integração Norte/Sul. A ferrovia partirá de Santana do Araguaia, no extremo sul do Estado, e passará por municípios com vocação mineradora – como Marabá e Rondon do Pará – e, agrícola – como Paragominas (soja) e Moju (óleo de palma) – até o Porto de Vila do Conde, em Barcarena, na região nordeste do Estado, numa extensão total de 1.312 km.

Outro projeto ferroviário importante que está prestes a ser implantado é a Estrada de Ferro 170, mais conhecida como Ferrogrão. Os trilhos começarão ser instalados a partir de Miritituba, noroeste do Pará, rumo ao sul, até chegar em Sinop, no Mato Grosso. O projeto prevê R$12,6 bilhões de investimentos para uma extensão de 1.142 km de ferrovia que terá capacidade para 58 milhões de toneladas por ano. De pronto, o setor produtivo estima que a ferrovia irá transportar 20 milhões de toneladas de grãos em seu primeiro ano de operação.

Na ponta final da ferrovia existem vários investimentos sendo realizados em terminais de transbordo de cargas em hidrovias e terminais portuários, com alguns equipamentos já funcionando. Até o fim desta década, o Ministério dos Transportes estima que os investimentos na construção nessas estações de transbordo, armazéns, terminais e embarcações devem consumir mais de R$ 3 bilhões.


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